Burnout: quando o cansaço no trabalho se torna algo maior
Quando o cansaço com o trabalho deixa de ser passageiro, podem surgir exaustão, distanciamento e sensação de não dar mais conta. Entenda o burnout, seus principais sinais e como a psicoterapia pode ajudar na construção de uma relação mais consciente e saudável com o trabalho.
PSICOLOGIASAÚDE MENTALMERCADO DE TRABALHORECURSOS HUMANOS
Álvaro Luiz da Silva Santos · Psicólogo | CRP 02/26885


Você termina o dia de trabalho exausto, mas sente que nunca fez o suficiente? Tem se percebido mais irritado, distante das pessoas ou sem a mesma disposição que tinha antes? O domingo começa a trazer ansiedade porque a segunda-feira está chegando? Até tarefas que antes pareciam simples passaram a exigir um esforço enorme?
Essas experiências podem acontecer em diferentes momentos da vida profissional e, isoladamente, não significam que uma pessoa esteja em burnout. Mas, quando o esgotamento se torna persistente, a relação com o trabalho muda e a sensação de competência começa a desaparecer, é importante prestar atenção.
O burnout não acontece simplesmente porque alguém “não soube lidar com a pressão”. Ele precisa ser compreendido dentro de um contexto mais amplo, que envolve as exigências do trabalho, as relações profissionais, a organização, as possibilidades de descanso e autonomia e também a maneira como cada pessoa vem tentando responder a tudo isso.
Na Gestalt-terapia, essa compreensão é importante, pois o sofrimento não é visto como algo que existe isoladamente “dentro” da pessoa, mas como algo que também se constitui na relação entre o indivíduo e o mundo no qual ele vive.
Afinal, o que é burnout?
A Organização Mundial da Saúde define o burnout na CID-11 como um fenômeno ocupacional resultante do estresse crônico no trabalho que não foi administrado com sucesso. Ele se caracteriza por três dimensões principais:
esgotamento ou perda de energia;
aumento do distanciamento mental em relação ao trabalho, acompanhado de negativismo ou cinismo;
redução da sensação de eficácia profissional.
Um ponto importante é que, para a OMS, o termo burnout se refere especificamente ao contexto do trabalho. Portanto, não deve ser utilizado para nomear todo tipo de cansaço, sobrecarga ou sofrimento existente em outras áreas da vida.
A literatura científica sobre o tema segue uma compreensão semelhante. Estudos descrevem o burnout como um processo relacionado a níveis prolongados de estresse laboral, no qual características do trabalhador interagem com características do trabalho e do ambiente organizacional.
Estar cansado do trabalho não significa necessariamente estar em burnout. Depois de uma semana particularmente intensa ou de um período com demandas acima do habitual, por exemplo, o cansaço pode ser uma resposta esperada e tende a diminuir quando existem condições adequadas de descanso e recuperação.
No burnout, o desgaste assume outra proporção. Ele persiste e começa a modificar a maneira como a pessoa vive o trabalho, percebe seu próprio desempenho e responde às demandas profissionais.
O burnout não é apenas um problema individual
É comum que alguém em sofrimento comece a pensar:


Mas compreender o burnout exclusivamente a partir da personalidade ou da capacidade de resistência do trabalhador é inadequado.
A literatura sobre burnout aponta fatores pertencentes a diferentes dimensões: o próprio trabalho, a organização, as relações sociais e características individuais. Entre os fatores associados ao desenvolvimento do burnout aparecem excesso de tarefas, pouco controle sobre o próprio trabalho e relacionamentos profissionais conflituosos.
Outros elementos encontrados na literatura incluem pouco suporte organizacional ou social, conflitos e ambiguidades sobre o papel profissional, falta de tempo adequado para descanso e lazer e ambientes de alta pressão.
A própria OMS reconhece fatores psicossociais como pressão de tempo, longas jornadas, baixo controle sobre as tarefas e falta de apoio como riscos importantes para estresse ocupacional, fadiga e burnout.
Em vez de procurar apenas alguma falha individual, pode ser mais útil observar o que vem acontecendo nessa relação com o trabalho.


Ampliar essa compreensão ajuda a retirar o sofrimento de um pensamento voltado para si mesmo, e permite considerar também as condições em que esse trabalho e essa experiência vem sendo construída.
A cultura do desempenho
Essa discussão também se aproxima das reflexões de Byung-Chul Han sobre a chamada sociedade do cansaço. O autor descreve um contexto em que desempenho, produtividade e superação constante passam a ocupar um espaço cada vez maior na vida contemporânea.
No trabalho, essa exigência não aparece necessariamente apenas como cobrança explícita de uma empresa ou liderança. Ela também pode ser incorporada pela própria pessoa, que começa a medir o próprio valor pelos resultados que consegue produzir.
Essa lógica pode aparecer de maneiras bastante cotidianas. Uma tarefa é concluída, mas a atenção já está voltada para a próxima. O descanso acontece acompanhado de culpa e uma conquista, que poderia ser reconhecida e assimilada, rapidamente perde espaço diante de uma nova meta. Quando esse funcionamento se torna frequente, o trabalho pode deixar de ocupar apenas uma parte da vida e começar a participar da própria medida de valor que a pessoa faz de si.
O estudo de Firmo e Belmino chama atenção justamente para a necessidade de compreender o sofrimento contemporâneo considerando o campo social em que ele acontece. Na perspectiva gestáltica apresentada pelos autores, o sujeito está constantemente sendo afetado pelo ambiente e buscando maneiras de se ajustar a ele.
Isso significa que algumas formas de funcionamento pessoal que hoje parecem prejudiciais podem ter surgido, em determinado momento, como tentativas de conseguir continuar algo na sua vida.
Quais são os principais sinais do burnout?
Os três elementos centrais são relativamente bem estabelecidos na literatura.
1. Exaustão
É a sensação de que a energia disponível para enfrentar as demandas do trabalho está se esgotando.
Podem aparecer fadiga, sensação de baixa energia, irritabilidade, tensão, dificuldades relacionadas ao sono, cefaleias e tensão muscular. A literatura também descreve sentimentos de desesperança, impaciência e diminuição da empatia associados à dimensão da exaustão emocional.
O Ministério da Saúde também relaciona ao quadro manifestações como cansaço físico e mental excessivo, dificuldade de concentração, alterações de sono e apetite, dores musculares, sintomas gastrointestinais e alterações de humor.
2. Distanciamento, negativismo ou cinismo em relação ao trabalho
A pessoa pode começar a se proteger da sobrecarga afastando-se emocionalmente.
Colegas, clientes, pacientes ou usuários que antes eram tratados com envolvimento podem começar a ser percebidos quase exclusivamente como novas demandas.
Podem surgir irritação, impaciência, indiferença e vontade de evitar interações. Estudos clássicos sobre burnout descrevem justamente uma sensação de alienação e distanciamento das outras pessoas.
Essa mudança nem sempre significa simplesmente que alguém “deixou de gostar das pessoas”. Pode estar relacionada a um organismo que já não dispõe dos mesmos recursos para continuar respondendo às exigências a que está submetido.
3. Redução da eficácia e da realização profissional
Também pode aparecer a sensação de que nada do que é feito tem qualidade suficiente.
A pessoa trabalha, produz e entrega, mas tem cada vez mais dificuldade para reconhecer suas próprias capacidades ou realizações.
Podem surgir insegurança, sentimento de incompetência, insatisfação, perda de sentido e percepção de que o esforço realizado não produz resultados relevantes. Essa redução da realização profissional constitui uma das dimensões clássicas do burnout.
A própria percepção de queda no desempenho pode aumentar ainda mais a cobrança. A pessoa passa a dedicar mais horas ao trabalho, tenta compensar aquilo que entende como insuficiência e reduz justamente os períodos de recuperação de que precisaria. Nesse movimento, o esforço utilizado para tentar recuperar a produtividade pode contribuir para manter o próprio esgotamento.
“Mas pode ser apenas estresse?”
Burnout e estresse não são a mesma coisa. Situações estressantes fazem parte da vida profissional e podem acontecer sem que exista burnout. A atenção precisa ser maior quando essas condições permanecem ao longo do tempo e passam a estar associadas ao esgotamento, ao distanciamento em relação ao trabalho e à redução da percepção de eficácia profissional.
Por isso, não é adequado utilizar uma lista encontrada na internet como autodiagnóstico.
Instrumentos como o Maslach Burnout Inventory (MBI) são amplamente utilizados para avaliar dimensões relacionadas ao burnout, mas a literatura ressalta que nenhum instrumento isolado é suficiente para uma avaliação adequada. É necessário considerar a história da pessoa, seus sintomas e também as condições concretas em que seu trabalho acontece.
O Ministério da Saúde também orienta que a identificação e a avaliação sejam realizadas por profissionais qualificados, entre eles psicólogos e psiquiatras.
Burnout e depressão são a mesma coisa?
Não.
Eles podem compartilhar alguns sintomas, especialmente relacionados à exaustão e ao humor, e podem inclusive ocorrer conjuntamente. Entretanto, estudos encontrados na revisão de Trigo, Teng e Hallak sustentam uma diferenciação entre burnout e depressão e não apoiam simplesmente a ideia de que burnout seja uma “depressão causada pelo trabalho”.
Uma diferença fundamental está no contexto: a definição da OMS delimita o burnout ao fenômeno ocupacional.
Na prática, justamente porque existem sintomas que podem se sobrepor, uma avaliação profissional torna-se importante.
O burnout no Brasil
Um estudo publicado em 2025 na Revista Brasileira de Medicina do Trabalho analisou dados registrados no DATASUS entre 2014 e 2024.
No sistema analisado pelo estudo, o número de registros aumentou 96,4% ao longo do período, e 2024 concentrou a maior proporção de notificações analisadas. Mulheres corresponderam a 71,6% dos registros e pessoas entre 35 e 49 anos a 56,7%. Os próprios autores alertam que o crescimento observado também pode estar relacionado à maior identificação do problema, capacitação profissional e conscientização sobre saúde mental, portanto, esses números não devem ser interpretados simplesmente como prevalência de burnout na população brasileira.
Ainda assim, os dados ajudam a demonstrar que o sofrimento relacionado ao trabalho merece atenção crescente.
Como a Gestalt-terapia compreende esse sofrimento?
Na Gestalt-terapia, não faz muito sentido tentar compreender o sofrimento separando completamente a pessoa do contexto em que ela vive.
Aquilo que sentimos, fazemos e pensamos acontece em relação com um ambiente concreto, com outras pessoas, expectativas, necessidades, limites e possibilidades. Quando alguém chega à psicoterapia profundamente esgotado pelo trabalho, portanto, a compreensão não se restringe ao que estaria acontecendo internamente com aquela pessoa.
Também interessa observar como ela vem vivendo e respondendo às situações presentes em seu cotidiano profissional.
Ao longo da vida, percebemos necessidades e buscamos formas de responder a elas no contato com o ambiente. Cansaço, irritação, desconforto ou vontade de se afastar de determinada situação fazem parte dessa experiência e não precisam ser tratados automaticamente como obstáculos que deveriam desaparecer para que a pessoa continue funcionando.
Dependendo do contexto, essas experiências também podem fornecer informações sobre aquilo que está acontecendo e sobre necessidades que já não estão encontrando espaço.
Para a Gestalt-terapia, manter um funcionamento saudável não significa viver permanentemente em equilíbrio, mas possuir certa flexibilidade para perceber necessidades, responder ao ambiente e se adaptar.
O problema pode surgir quando determinadas formas de responder tornam-se rígidas.
Uma pessoa pode ter aprendido, ao longo de sua história, que precisa dar conta de tudo, evitar decepcionar os outros, demonstrar produtividade constantemente ou aceitar demandas mesmo quando já não possui condições para atendê-las. Essas respostas podem ter ajudado em determinados momentos e contextos. Com o tempo, porém, podem continuar sendo utilizadas mesmo quando o corpo, as emoções e outras áreas da vida começam a indicar que aquela forma de funcionamento (adaptação, forma de ser) já não é sustentável.
Na perspectiva gestáltica, esse processo pode ser compreendido pela rigidez ou cristalização dos ajustamentos: maneiras de funcionar que permanecem mesmo quando já não correspondem às necessidades e às condições atuais, podendo produzir tensão e sofrimento.
Quando até o sofrimento pode ser entendido como um sinal
O sintoma não precisa ser compreendido somente como algo que deve desaparecer, também é importante observar em que contexto ele surgiu e como participa da experiência atual da pessoa.
Ele também pode ser compreendido como uma forma encontrada pelo organismo para responder a uma situação que se tornou difícil de sustentar.
Um dos artigos descreve que sintomas, inibições e interrupções podem funcionar como tentativas de adaptação e sobrevivência psíquica diante das circunstâncias vividas.
Compreender o sintoma dessa maneira não significa atribuir algo positivo ao sofrimento nem considerar que alguém precise adoecer para reconhecer que alguma coisa não vai bem.
Na psicoterapia, pode ser importante investigar como esse esgotamento foi sendo construído: quais situações permaneceram por muito tempo, quais necessidades foram perdendo espaço e que formas de trabalhar continuaram sendo repetidas mesmo depois de deixarem de ser sustentáveis.
Compreender esse percurso não resolve automaticamente as condições que produziram o sofrimento, mas ajuda a perceber como a pessoa chegou à situação atual e o que ainda pode estar contribuindo para mantê-la.
Como a psicoterapia pode ajudar em casos de burnout?
A psicoterapia não modifica sozinha uma empresa adoecedora, não reduz uma carga de trabalho excessiva e não elimina uma liderança abusiva.
Reconhecer esse limite é importante porque o cuidado com o burnout não pode transformar em responsabilidade exclusivamente individual um sofrimento que também é produzido nas relações e nas condições de trabalho.
Os estudos sobre burnout diferencia intervenções individuais, voltadas à pessoa, de intervenções organizacionais, direcionadas às condições de trabalho, e sugere a importância de estratégias que atuem nos dois níveis. Mudanças de tarefas, autonomia, comunicação, carga de trabalho e condições organizacionais podem fazer parte do enfrentamento do problema.
Nesse contexto, a psicoterapia não deveria funcionar como um treinamento para que alguém simplesmente aprenda a suportar melhor aquilo que continua produzindo adoecimento. Ela pode ajudar a compreender como essa relação com o trabalho vem sendo vivida, reconhecer necessidades e limites e examinar quais mudanças são possíveis diante das condições concretas daquela pessoa.
Na Gestalt-terapia, esse processo pode envolver:
aumentar a percepção dos sinais corporais, emoções, pensamentos e necessidades que vinham sendo ignorados;
compreender como determinadas formas de cobrança, perfeccionismo ou necessidade de desempenho foram sendo incorporadas;
reconhecer limites entre aquilo que pertence às necessidades pessoais e aquilo que está sendo exigido pelo ambiente;
perceber emoções como raiva, medo, culpa, frustração e tristeza sem tratá-las automaticamente como algo que precisa ser eliminado;
compreender quais situações profissionais estão produzindo sofrimento e quais possibilidades concretas de mudança existem;
desenvolver maneiras mais flexíveis de se posicionar diante das relações e demandas profissionais;
reconstruir espaços de descanso, relações, interesses e experiências que foram sendo deixados de lado;
recuperar uma relação menos automática e mais consciente consigo mesmo, com o trabalho e com as próprias escolhas.
A psicoterapia aparece como um espaço no qual a pessoa pode dar-se conta do sofrimento que a atravessa, considerando não apenas o indivíduo, mas também o contexto social em que sua experiência acontece. Outro trabalho sobre Gestalt-terapia e burnout destaca a importância de um espaço em que experiências, emoções e frustrações possam ser expressas sem julgamento e trabalhadas a partir da experiência presente da pessoa.
O descanso é importante, mas o contexto também precisa mudar
Dormir melhor, praticar atividade física, preservar momentos de lazer e recuperar relações sociais são cuidados importantes e fazem parte das orientações do Ministério da Saúde.
Essas medidas, no entanto, precisam ser consideradas junto às condições que contribuíram para o esgotamento. Uma pessoa pode se afastar temporariamente, descansar e retornar para o trabalho que permanece exatamente igual.
Por isso, o cuidado pode precisar envolver simultaneamente mudanças na rotina, psicoterapia, avaliação médica ou psiquiátrica quando indicada e, principalmente, mudanças nas condições de trabalho que contribuíram para o adoecimento. O próprio Ministério da Saúde inclui psicoterapia, possíveis intervenções medicamentosas e alterações nas condições e no estilo de vida entre as possibilidades de tratamento.
Quando procurar ajuda?
Não é necessário esperar chegar ao limite para procurar um psicólogo.
Vale considerar uma avaliação quando você percebe que, de maneira persistente:
o trabalho passou a consumir grande parte da sua energia emocional;
descansar já não parece suficiente para recuperar-se;
você está cada vez mais irritado, distante ou indiferente no trabalho;
sente que nunca consegue fazer o suficiente;
percebe dificuldades importantes de sono, concentração ou disposição;
sente ansiedade intensa ao pensar em trabalhar;
deixou de ter espaço para lazer, relações e outras áreas importantes da vida;
sua autoestima passou a depender quase exclusivamente do seu desempenho profissional.
Esses sinais, não estabelecem um diagnóstico, mas podem indicar que a relação com o trabalho merece ser observada com mais cuidado. Não é necessário esperar que o esgotamento comprometa intensamente outras áreas da vida para procurar ajuda. A psicoterapia também pode começar quando a pessoa percebe mudanças persistentes na maneira como vive o trabalho e deseja compreender o que está acontecendo antes que esse desgaste avance.
Repensar a relação com o trabalho também faz parte do cuidado
O trabalho pode ocupar um lugar importante na vida sem precisar se tornar a principal medida de valor pessoal. Comprometimento profissional não exige disponibilidade permanente, produtividade constante nem a ideia de que todo limite representa falta de competência.
A Gestalt-terapia não propõe simplesmente retirar o trabalho da vida ou ensinar alguém a rejeitar responsabilidades. A proposta é ampliar consciência e possibilidades, permitindo que a pessoa reconheça suas necessidades, seus limites, seus recursos e as condições reais do ambiente em que vive.
Ampliar essa consciência pode levar a movimentos bastante diferentes. Para algumas pessoas, será necessário estabelecer limites ou reorganizar prioridades. Para outras, pode fazer sentido conversar com uma liderança, rever uma relação profissional, pedir ajuda ou até considerar mudanças na própria trajetória. Não existe uma resposta única, porque essas possibilidades dependem da história, das condições materiais, das relações e dos recursos disponíveis para cada pessoa.
Ou simplesmente conseguir perceber que você não precisa esperar chegar ao esgotamento para começar a cuidar de si.
Se a relação com o trabalho tem produzido sofrimento de forma persistente, isso também pode ser levado à psicoterapia. O acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender como essa experiência foi sendo construída, o que atualmente contribui para mantê-la e quais mudanças são possíveis diante da sua realidade pessoal e profissional.
Nota importante
Este conteúdo possui finalidade informativa e não substitui avaliação psicológica, médica ou psiquiátrica. A presença de alguns dos sinais descritos não é suficiente para estabelecer um diagnóstico de burnout.
Leituras e fontes consultadas: saiba mais sobre o tema
Organização Mundial da Saúde — WHO. Burn-out an occupational phenomenon: International Classification of Diseases. A OMS define o burnout na CID-11 como fenômeno ocupacional relacionado ao estresse crônico de trabalho não administrado com sucesso.
Ministério da Saúde. Síndrome de Burnout. Informações oficiais sobre sinais, diagnóstico, tratamento e prevenção.
Firmo, Maria Alicya Teixeira Alves; Belmino, Marcus Cézar de Borba. O sofrimento do sujeito do desempenho na sociedade do cansaço à luz da Gestalt-terapia: uma revisão de literatura. IGT na Rede, v. 21, n. 41, 2024.
Moraes, Daniela Nogueira de; Costa, Paulo Victor Rodrigues da. Adoecimento e sofrimento nas organizações derivado do assédio moral na visão da Gestalt-terapia. IGT na Rede.
Silva, José Antônio Ribeiro de Oliveira. A Síndrome de Burnout: a doença do trabalho, suas características e riscos à saúde do trabalhador. Revista do Tribunal Superior do Trabalho, v. 90, n. 1, p. 52–78, 2024.
Treml, Maria Fernanda Quandt et al. Síndrome de burnout no Brasil (2014–2024): variações regionais e tendência temporal em um estudo epidemiológico. Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, 2025;23(3):e220251479.
Trigo, Telma Ramos; Teng, Chei Tung; Hallak, Jaime Eduardo Cecílio. Síndrome de burnout ou estafa profissional e os transtornos psiquiátricos. Revista de Psiquiatria Clínica, 34(5), 223–233, 2007.
Gomes, Agnaldo Pereira. Síndrome de Burnout: o esgotamento no profissional de saúde. Trabalho de Conclusão de Curso em Psicologia, 2022.
Sua relação com o trabalho tem afetado sua saúde mental?
Na psicoterapia, podemos compreender como essas experiências têm aparecido na sua vida e construir possibilidades de cuidado e de uma relação mais consciente com o trabalho.
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